ESPECIAL
02/12/2011 - 12h50
02/12/2011 - 12h50
Gorette Brandão / Agência Senado
Jucá: convocação extraordinária para votar DRU e Orçamento é 'possibilidade concreta'
O
líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu nesta
sexta-feira (2) que o governo pode solicitar a convocação extraordinária
do Congresso para concluir ainda neste ano a votação da proposta de emenda à Constituição que prorroga a Desvinculação das Receitas da União ( DRU ) e do projeto do Orçamento da União para 2012.
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Estamos discutindo com o governo e com os partidos, inclusive de
oposição, o calendário de votação aqui no Senado. Uma possibilidade
concreta é uma convocação para termos na última semana de dezembro a
votação da DRU e do Orçamento, mas não há ainda um calendário fechado -
afirmou Jucá.
O senador mencionou o calendário
ao ser indagado se a presidente Dilma já teria sinalizado o envio de
mensagem propondo a convocação extraordinária. Os prazos estão apertados
diante da proximidade do recesso de fim de ano, a partir de 23 de
dezembro.
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A votação do projeto do Orçamento
depende do desfecho da DRU, para a garantia de que as receitas
desvinculadas por esse mecanismo possam ter a destinação sugerida pelo
governo.
A oposição, porém, condiciona seu
apoio à DRU a uma solução do governo para a votação do projeto de
regulamentação da Emenda 29, que define os recursos obrigatórios para a
saúde, o PLS 121/2007. O governo deve apresentar, até terça-feira (6), uma proposta para a votação do projeto.
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Se houver acordo, nós teremos um calendário mais tranquilo para votar o
Orçamento, sem convocação extraordinária - observou Jucá.
O
líder ponderou, no entanto, que o governo não tem condições de aumentar
a vinculação de recursos para a saúde com base no projeto de
regulamentação do ex-senador Tião Viana (PT-AC), no patamar de 10% das
receitas brutas. Segundo ele, isso representa ampliar em R$ 35 bilhões,
já a partir de 2012, os gastos da União com a área da saúde.
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O que está sendo analisado são as alternativas para saber de que forma
se poderá fortalecer o caixa da saúde, mas sem chegar a esse volume -
observou, salientando que as conversas com governo estão sendo
conduzidas pelo senador Humberto Costa (PT-PE), relator do projeto.
Ainda
pelo acerto entre governo e oposição, a DRU será votada, em primeiro
turno, na próxima quinta-feira (8). Nesta sexta-feira, depois da
suspensão dos pronunciamentos para uma rápida sessão deliberativa (2), o
Senado efetivou a primeira discussão da proposta. No total, são cinco
sessões consecutivas de discussão em primeiro turno, e depois mais três
em segundo turno.
Ministro do Trabalho
Indagado
sobre o risco de a oposição também usar as novas denúncias contra o
ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para atrapalhar o calendário de
votações, Jucá disse que a oposição já vem tentando desgastar o governo
com isso. A imprensa divulgou nos últimos dias que Lupi, antes de ser
ministro, acumulou cargos públicos (de assessor) na Assembleia do Rio de
Janeiro e na Câmara dos Deputados, o que é vedado pela legislação.
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É uma situação desconfortável e que precisa de explicação. O governo
está pedindo explicações quanto a esta questão da acumulação de cargos. É
um caso que precisa ser esclarecido, mas é prematuro dizer qualquer
posição - afirmou.
Sobre o relatório da
Comissão de Ética do governo, que recomendou o afastamento do ministro,
ele disse que se trata de um "parecer de aconselhamento" e que a
presidente Dilma também pediu informações complementares. Salientou que a
decisão de nomear ou demitir ministro é da presidente e que ela se
manifestará no momento apropriado.
- É
importante que o ministro Lupi possa dar as explicações necessárias para
que, efetivamente, o governo possa tomar uma decisão - concluiu.
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ass. Angelo Roncalli
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