16/03/2012 - 13h30
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Edição: Juliana Andrade
“Dilma assegurou que todas as garantias para a Copa do Mundo serão
entregues para a Fifa”, disse Blatter após o encontro. As declarações do
ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que também participou da reunião,
seguiram na mesma direção. “O governo brasileiro está empenhado em
cumprir suas garantias e seus compromissos para que Copa se transforme
em um êxito.”
A mudança no relatório se deu após uma informação que o deputado
recebeu na quarta-feira à noite, em reunião na Casa Civil, de que a
permissão para a venda de bebidas alcoólicas durante os jogos da Copa
não fazia parte dos compromissos que o governo assumiu com Fifa. Ontem,
Vicente Cândido disse que se confundiu. Achou que a ministra-chefe da
Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e a ministra de Relações Institucionais,
Ideli Salvatti, disseram que não havia esse compromisso do governo com a
Fifa.
A reunião de Blatter com a presidenta ocorreu após mal-estar provocado
por declarações do negociador da Fifa no Brasil, Jérôme Valcke, que
foram consideradas ofensivas pelo governo. O dirigente da Fifa, no
entanto, não deixou claro se Valcke continuará como o interlocutor da
entidade com o Brasil. Perguntado mais de uma vez por jornalistas sobre a
permanência de Valcke, Blatter disse que precisa de um tempo para
solucionar o problema.
“Jérôme continua trabalhando para a Fifa, o problema entre Jérôme
Valcke e o Brasil é um problema que pertence ao presidente da Fifa e que
o presidente da Fifa tem que solucionar. Vocês podem dar um tempo para
ele solucionar o problema?”, respondeu Blatter, que, assim como o
ministro do Esporte, saiu da reunião falando em cooperação, trabalho
conjunto, harmonia e estreitamento de laços entre a entidade e o governo
brasileiro.
O presidente da Fifa disse que ele e Dilma precisam se reunir com mais
frequência e reiterou a confiança no Brasil para a realização do
Mundial. “Temos a certeza total de que o Brasil vai realizar a melhor
Copa de todos os tempos”.
Enquanto o governo e Fifa falaram em cooperação, o embaixador do
Brasil para a Copa de 2014, o Pelé, lembrou o clima de desentendimento
que se estabeleceu desde a declaração de Jérôme Valcke e também a
polêmica em torno da venda de bebidas nos estádios. “Pedi para que
Blatter fizesse o esforço de fazer essa reunião com nossa presidenta e o
ministro do Esporte para resolver todas as dúvidas e mal-entendidos que
estavam acontecendo antes da Copa.”
“Disse para a presidenta Dilma que agora não era para ela me chamar
de ministro, mas de bombeiro, porque estou aqui para apagar as fogueiras
e é isso que estou fazendo. Daqui para a frente, vamos caminhar em
harmonia, sem nenhuma confusão”, completou Pelé.
A reunião de hoje ocorreu a pedido de Blatter. Além de Aldo Rebelo e
Pelé, o encontro teve a participação do ex-jogador Ronaldo, que integra
o Comitê Organizador Local da Copa de 2014.
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ass. Angelo Roncalli
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