Seg, 19 de Março de 2012 16:56 | Agência CNM
Segundo a Firjan, 83% de 5.266
Municípios do total de 5.563 existentes no país, não consegue gerar nem
20% da receita de seu orçamento, não se sustentam e apenas 95
prefeituras têm gestão excelente de finanças. Outra deficiência apontada
foi o aumento do gasto com pessoal. “Os números não podem ser
analisados friamente. É preciso examinar as causas para saber o que
criou esse cenário”, afirma o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Os impostos de competência municipal
são: O Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbano (IPTU); o Imposto
sobre Serviços (ISS);o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis
(ITBI); Imposto sobre a Renda Retido na Fonte de seus servidores (IR) e
as taxas e contribuições.
Outro dado destacado pelo presidente da
CNM é o de que, dos 5.563 Municípios brasileiros, 89% (4.956) têm menos
que 50 mil habitantes e mais de 4.500 são de perfil econômico rural, ou
seja, tem uma área urbana pequena e a economia está baseada no
agronegócio, que por sinal, é o grande motor do desenvolvimento
brasileiro. “Então, se estas cidades são impedidas pela própria
Constituição de tributar estas rendas oriundas do campo, não é correto
acusar nossos gestores de omissão ou preguiça fiscal. A justificativa
para a baixa arrecadação própria se dá pela pequena base tributária”,
destaca.
Transferências e endividamentoTodo
o nosso atual sistema de transferências entre os entes da federação
leva em conta esta baixa capacidade de tributar dos Municípios. Leis
aprovadas pelo Congresso Nacional promoveram uma série de mecanismos de
compartilhamento de outros impostos arrecadados pela União e os Estados e
que são transferidos aos Municípios. Cabe lembrar, porém, que do total
que se arrecada no Brasil, a União fica com cerca de 60%, os Estados com
25% e os Municípios com os outros 15%. Em 2010, os Municípios foram
responsáveis por uma arrecadação de R$ 70 bilhões em seus impostos,
taxas e contribuições.
O endividamento dos Municípios vem
caindo nestes últimos cinco anos. Em 2006, era em média de 5,75% do
total da Receita Corrente Líquida (RCL) e foi caindo até que em 2010 o
percentual foi reduzido para 3,30%. “Esta é mais uma demonstração
evidente de boa administração municipal. Pouquíssimos Municípios possuem
dívidas de longo prazo”, informa. O maior devedor municipal é o
Município de São Paulo, mas mesmo ele vem ano a ano diminuindo seu
endividamento.
A suficiência de Caixa, que é
disponibilidade financeira para pagar as obrigações do passivo de curto
prazo (restos a pagar) e outros, fechou o ano de 2010 com 5,12%
positivos do total da RCL. O estudo da CNM mostra ainda que o gasto de
pessoal, apesar de todas as pressões dos governos estaduais e federal,
esta em média de 48% do total da RCL, muito abaixo do que determina a
Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que é de 60%. E houve um pequeno
déficit primário em 2010 de 0,20% do total da RCL.
Quanto aos investimentos municipais,
Paulo Ziulkoski afirma que eles vêm aumentando ano a ano e, em 2010,
chegaram a 12% em média, evidenciando o bom desempenho financeiro dos
Municípios.
“Em virtude de todos estes dados
apresentados, afirmamos que os Municípios brasileiros são cada vez mais
bem administrados. Certamente há problemas em uma ou outra cidade, mas a
grande maioria é formada de excelentes gestores públicos municipais,
pois enfrentam grandes problemas no dia-a-dia e têm que dar respostas a
sociedade de forma rápida, ágil e com eficiência”, conclui.
Veja aqui números relevantes das administrações municipais que mostram a boa gestão dos prefeitos.
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ass. Angelo Roncalli
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