Questão foi discutida durante o II Congresso Mineiro de Vereadores, promovido pela Associação Mineira de Municípios
Maurício de Souza
Vereadores discutiram o voto itinerante durante congresso ontem em Belo Horizonte
Após a
Justiça Eleitoral barrar os chamados “prefeitos itinerantes” e ficar de
olho nos vereadores que também transferem o domicílio eleitoral para
municípios vizinhos, a fim de se reelegerem indefinidamente, vereadores
avaliaram a questão nesta quinta-feira (15) durante o II Congresso
Mineiro de Vereadores, promovido pela Associação Mineira de Municípios.
Entre os parlamentares ouvidos pelo Hoje em Dia há consenso de que a alteração de domicílio eleitoral não seja um hábito para o cargo já que a Constituição Federal não restringe o número de reeleições. “Não faz sentido que um vereador fique mudando de domicílio eleitoral, simplesmente porque ele pode se candidatar por quantas vezes quiser”, destaca o vereador de Antônio Prado de Minas, na Zona da Mata, Jorge Jonas Henrique (PMDB).
Os vereadores de Coqueiral, no Sul do Estado, Clalber Oliveira e Vander Ribeiro, ambos do PTB, garantem que se a medida sair do papel tende a beneficiar os moradores de cidades que vivem a situação. “Não conheço nenhum parlamentar que tenha, alguma vez, se valido desse artifício, mas de qualquer forma esta é uma ação que prejudica diretamente os eleitores que o elegeram para representá-los”, comenta Ribeiro.
A vereadora Neuza Salomão, de Canápolis, no Triângulo, garante que ao trocar de domicílio eleitoral o candidato revela que não tem boas intenções como político. “A verdade é que fazendo isso ele quer se esconder do eleitor. Esse candidato deve ser extinto da política.”
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ass. Angelo Roncalli
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