9.mar.2012
FONTE: http://ead.educacao.mg.gov.br
A Folha de S. Paulo, um dos jornais de maior circulação no país, e a
Agência Brasil, ligada ao governo federal, atestam que Minas Gerais já
paga um valor bem acima do novo piso salarial para os professores da
rede pública estadual, fixado, recentemente, em R$ 1.451 para 40 horas
semanais, pelo Ministério da Educação (MEC).
O valor atual em Minas para 40 horas semanais de
trabalho é de R$ 2.200, atrás apenas do Distrito Federal, que paga R$
2.314, segundo levantamento da Agência Brasil, divulgado em 8 de março
de 2012. O órgão é uma agência de notícias, pertencente à estatal
federal Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
O cálculo se baseia numa regra de três simples.
Atualmente, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE) só
recruta professores com nível superior de escolaridade. O salário
inicial desses professores é de R$ 1.320 para uma jornada de 24 horas
semanais, o que equivale a R$ 2.200 por 40 horas semanais. Trata-se,
portanto, de uma remuneração 52% superior ao piso nacional estabelecido e
já reajustado pelo MEC, que é de R$ 1.451.
Além disso, no próximo mês de abril, todos os
profissionais da educação de Minas Gerais terão um reajuste de 5% em
seus salários, conforme estabelecido no projeto que instituiu o modelo
unificado de remuneração dos professores e que entrou em vigor em
janeiro deste ano.
Com este reajuste, o magistério mineiro da rede
pública estadual terá salários praticamente idênticos aos do Distrito
Federal, primeiro colocado no ranking nacional de remuneração, feito
pela Agência Brasil.
A pesquisa da Folha de S. Paulo saiu na edição de 5 de
março de 2012, no caderno Cotidiano. Conforme o ranking estabelecido
pelo jornal, Minas ocupa o quinto lugar entre as Unidades da Federação
que melhor remuneram os professores no país, atrás do Distrito Federal,
Roraima, Amazonas e São Paulo. O cálculo da Folha levou em consideração o
menor salário pago em Minas para professores com escolaridade de nível
médio. Daí, a diferença para a Agência Brasil, que leva em conta o menor
salário pago em Minas para professores com escolaridade de nível
superior.
Confira abaixo os resultados dos dois levantamentos.